sábado, 29 de maio de 2010

A BATALHA DE 2010!!!

Brasil!!!

29 de Maio de 2010
A mídia, os membros do Judiciário e a quimera do golpe improvável
A temperatura da disputa política, agitada com os recentes programas partidários, traz ao primeiro plano uma movimentação que, dependendo dos desdobramentos, pode ser ridícula ou inquietante: a nova direita, tal como a antiga, parece o homem que, acordado, age como se dormisse, transformando em atos os fragmentos de um longo e agitado sonho no qual ele ainda é o principal ator, com poderes para interromper qualquer possibilidade de avanço institucional.

Por Gilson Caroni Filho*, em Carta Maior
O sonho-delírio do bloco neoudenista insiste em não aceitar a disputa democrática, reitera a disposição em deixar irresolvidos conflitos fundamentais, antecipando o fracasso de qualquer debate político. Seu ordenamento legal não se propõe a garantir o mesmo direito a todos, ampliando o Judiciário e racionalizando as leis. Deseja uma democracia que só existe no papel, com instituições meramente ornamentais que dão um tom barroco às estruturas de mando.

Inconformada com a derrota que se anuncia em pesquisas de intenção de voto, a classe dominante se esmera em repetir ações que um dia lograram êxito. Tornam-se cada vez mais frequentes as ações combinadas de articulistas de direita e membros do Judiciário.

Acreditando que a história permite repetições grotescas, multiplicam-se editoriais, artigos, entrevistas com vice-procuradoras e ministros do TSE que acreditam estar criando condições superestruturais para um golpe contra a candidatura de Dilma Rousseff. Se ainda podemos encontrar pouquíssimos comentários políticos de diferentes matizes, é inegável a homogeneidade discursiva dos “especialistas” em jornalismo panfletário. E eles se repetem à exaustão.

No entanto, o erro de cálculo pode ser surpreendente. Confundir desejo com realidade tem um preço alto quando se pensa em estratégia política. Ao contrário de 1964, não faltam às forças do bloco democrático-popular, o único capaz de impedir de retrocessos, organização e direção. Os movimentos sociais, e esse não é um pequeno detalhe, não mais se organizam a partir do Estado, como meros copartícipes de governos fracos e ambíguos. Estruturados no vigor das bases, acumulando massa crítica desde o regime militar, os segmentos organizados contam, hoje, com experiências suficientemente amadurecidas para deslegitimar ações e intenções golpistas junto a expressivos setores da opinião pública.

Rompendo as alternativas colocadas pelas elites patrimonialistas que apoiam José Serra, as forças progressistas dispõem de plataforma política para não permitir que a democracia brasileira venha a submergir no pseudolegalismo que se afigura em redações e tribunais.

Nesse sentido, o que significam as palavras da vice-procuradora da República, Sandra Cureau, afirmando que, devido à quantidade de irregularidades, "a candidatura Dilma Rousseff caminha para ter problema já no registro e, se eleita, já na diplomação”? Nada mais que identidade doutrinário-ideológica com o que há de mais reacionário no espectro político brasileiro. Inexiste no palpite da doutora Sandra um pensamento jurídico que se comprometa com os anseios democráticos da sociedade brasileira.

Nem que fosse por mera hipótese exploratória, seria interessante que o Judiciário se pronunciasse sobre o conteúdo da informação televisiva, em especial a que é produzida pela TV Globo. Quando uma emissora monopolística, operando por meio de concessão pública, editorializa seu noticiário e direciona a cobertura para favorecer o candidato do PSDB, o que podemos vislumbrar? Desrespeito a uma obrigação constitucional? Abuso de poder político e econômico? Ou um exemplar exercício de “liberdade de imprensa”?

São questões candentes quando, antes de qualquer coisa, o custo da judicialização da vida pública partidariza algumas magistraturas. Sem se deixar intimidar com as pressões togadas, a democracia só avança através de pactos que permitam abrir a sociedade às reivindicações e participação social de setores recém-incluídos. A candidatura de Dilma Rousseff expressa essa possibilidade. Do lado oposto, sob pareceres e editoriais que se confundem tanto no estilo quanto no conteúdo, reside a quimera de um golpismo cada vez menos provável.

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CRESCIMENTO ECONOMICO EM MARÇO/2010!!!

Economia cresce 9,3%. Que horror ! O que o Lula vai pendurar no pescoço do Serra ?

* Publicado em 24/05/2010



O Conversa Afiada reproduz release da Serasa Experian:

Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) – Março/2010

Economia cresceu 9,3% em março, a maior taxa desde abril de 1995, revela indicador Serasa Experian

Indústria liderou o crescimento no primeiro trimestre de 2010

São Paulo, 24 de maio de 2010 – A economia brasileira acelerou ainda mais o seu ritmo de crescimento ao final do primeiro trimestre de 2010. Segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), o crescimento verificado em março foi de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, resultando na maior taxa anual de expansão da atividade econômica desde abril de 1995, quando a taxa anual de crescimento atingiu 10,4%. Vale lembrar que nos meses iniciais de 1995, a economia brasileira vivia um período de superaquecimento tendo em vista os ganhos reais de renda auferidos pelo consumidor com o fim do processo hiperinflacionário e com o cambio valorizado.

Desconsiderando-se os fatores sazonais, o crescimento mensal observado em março de 2010 foi de 1,8% em relação a fevereiro/2010. Com isto, a variação do PIB trimestral (estimado) encerrado em março deste ano foi de 2,8% em relação ao trimestre anterior (out/nov/dez de 2009), sinalizando que a economia brasileira cresceu num ritmo anualizado de 11,7% no primeiro trimestre de 2010. De acordo com a análise dos economistas da Serasa Experian, tal ritmo deverá reduzir a partir do segundo trimestre de 2010, por causa da retirada dos estímulos fiscais à aquisição de veículos e outros bens duráveis, pelos cortes orçamentários anunciados pelo Governo Federal e pelos efeitos contracionistas da política de aperto monetário posta em prática pelo Banco Central.

Sob a ótica da demanda agregada, a alta de 9,3% na atividade econômica, considerando a sua comparação anual, foi determinada pelos crescimentos de 27,8% nos investimentos produtivos (formação bruta de capital fixo) e de 11,0% no consumo das famílias. Também as exportações, com avanço anual de 18,5% em março de 2010, contribuíram para este resultado positivo. Na direção contrária, as importações, com elevação anual de 47,2%, contribuíram para reduzir a taxa anual de crescimento da atividade econômica em março.

Do ponto de vista da oferta agregada, o setor industrial foi o grande responsável pelo avanço de 9,3% na atividade econômica em março: crescimento de 17,7% frente a março de 2009. O setor de serviços apresentou uma alta mais modesta, de 7,0% frente a março do ano passado. Por sua vez, o setor agropecuário exibiu crescimento anual de 7,7% em março de 2010, a segunda taxa anual positiva consecutiva após treze meses seguidos de taxas anuais negativas.

No acumulado do primeiro trimestre de 2010 o crescimento anual do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) foi de 8,2%, puxado pelo avanço de 14,6% do setor industrial, seguido pela alta de 6,0% no setor de serviços e de 4,2% na agropecuária. Por fim, nos doze meses encerrados em março de 2010, o crescimento econômico atingiu 2,3%, resultado ainda prejudicado pelo período recessivo do início de 2009.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) são utilizadas técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada um das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais, as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.

Para maiores detalhes sobre a metodologia acesse o link.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A BANDA LARGA DEVE SER SERVIÇO PUBLICO!!!

Entidades civis defendem banda larga como serviço público .


segunda-feira, 10 de maio de 2010, 17h36



Dezenas de entidades civis manifestaram-se em favor do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado na semana passada pelo governo federal. O posicionamento foi encaminhado por meio de carta à Casa Civil, subscrita por 34 entidades que representam os mais diversos segmentos da sociedade civil. Mas, apesar de o PNBL ser visto como um primeiro passo positivo em direção à massificação da banda larga, os signatários da carta defendem movimentos mais fortes do governo. Em especial, o estabelecimento da oferta de Internet em alta velocidade como um serviço prestado em regime público.

"As organizações da sociedade civil abaixo-assinadas saúdam a iniciativa e reconhecem as medidas ali contidas, inclusive o fortalecimento da Telebrás, como um passo importante - ainda que não suficiente - para a democratização do acesso", afirmam os representantes das entidades na carta ao governo. "Entendemos que qualquer política pública para banda larga deve estar baseada na garantia da universalização, da qualidade e da continuidade do serviço, promovendo a acessibilidade econômica a partir do reconhecimento das desigualdades sociais, de gênero e étnico-raciais do país."

As entidades listaram 12 princípios que o governo deve seguir, caso pretenda de fato promover a inclusão digital dos brasileiros. O primeiro item é não só classificar a banda larga como um serviço público, mas também assegurar que o acesso seja um "direito fundamental" do brasileiro. As entidades apoiam que empresas públicas participem da oferta do serviço, com as empresas privadas. Também argumentam que é necessária a oferta do serviço em "condições acessíveis" à população.

A necessidade de que a rede de oferta de dados seja tarifada e fiscalizada é outro item de destaque na carta. Para as entidades, este é o meio para que não haja discriminação de tarifas entre usuários e pode permitir "a gratuidade do serviço sempre que necessário". Elas apóiam o estabelecimento de instrumentos que promovam a concorrência e a necessidade de políticas públicas que integrem União, estados e municípios. O estímulo à inovação e à participação da sociedade na construção das políticas também é ressaltado pelas entidades. Conheça as 12 diretrizes sugeridas pelas entidades civis:

1. Considerar o acesso à internet banda larga como um direito fundamental e um serviço público, a ser garantido pelo Estado e prestado em regime público, por empresas e entidades públicas e privadas;

2. Garantir a universalização do acesso residencial à banda larga, na perspectiva de efetivar o direito à comunicação, com a oferta do serviço em condições acessíveis para o conjunto da população;

3. Estabelecer controle sobre as tarifas de modo a tornar viável o acesso a toda população, garantindo a gratuidade do serviço sempre que necessário e a não discriminação de tarifas entre os usuários;

4. Promover a concorrência efetiva entre operadoras na prestação de serviços, inclusive por meio do provimento direto por empresas públicas e da parceria destas com pequenos provedores, garantindo acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura das operadoras;

5. Definir políticas integradas entre União, estados e municípios de modo a otimizar o uso da infraestrutura física e lógica e viabilizar a ampliação da oferta pública de banda larga com o uso de diferentes tecnologias, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias;

6. Proporcionar espaços de acesso público e comunitário gratuito e sem restrições quanto ao tipo de uso, inclusive por meio do fomento a redes abertas;

7. Determinar parâmetros obrigatórios de continuidade e qualidade do serviço, em especial em relação à velocidade de acesso e ao dever de informação ao consumidor;

8. Proteger o direito à liberdade de expressão, à privacidade, à proteção de dados pessoais, à neutralidade de rede de todos os usuários e usuárias e à acessibilidade de pessoas com deficiência;

9. Estimular o uso da rede para produção, compartilhamento e distribuição de conteúdo informativo e cultural, visando à democratização da comunicação e da cultura;

10. Implementar políticas públicas de promoção da cultura digital e estímulo ao uso da rede para fins educacionais, científicos e culturais;

11. Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização por parte do poder público, com ampliação da participação social, garantia de independência em relação aos agentes de mercado e capacidade de atuação rápida e eficaz;

12. Promover a inovação com base em uma política de fomento à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nacional para hardwares e softwares livres.


Dezenas de entidades civis manifestaram-se em favor do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado na semana passada pelo governo federal. O posicionamento foi encaminhado por meio de carta à Casa Civil, subscrita por 34 entidades que representam os mais diversos segmentos da sociedade civil. Mas, apesar de o PNBL ser visto como um primeiro passo positivo em direção à massificação da banda larga, os signatários da carta defendem movimentos mais fortes do governo. Em especial, o estabelecimento da oferta de Internet em alta velocidade como um serviço prestado em regime público.

"As organizações da sociedade civil abaixo-assinadas saúdam a iniciativa e reconhecem as medidas ali contidas, inclusive o fortalecimento da Telebrás, como um passo importante - ainda que não suficiente - para a democratização do acesso", afirmam os representantes das entidades na carta ao governo. "Entendemos que qualquer política pública para banda larga deve estar baseada na garantia da universalização, da qualidade e da continuidade do serviço, promovendo a acessibilidade econômica a partir do reconhecimento das desigualdades sociais, de gênero e étnico-raciais do país."

As entidades listaram 12 princípios que o governo deve seguir, caso pretenda de fato promover a inclusão digital dos brasileiros. O primeiro item é não só classificar a banda larga como um serviço público, mas também assegurar que o acesso seja um "direito fundamental" do brasileiro. As entidades apoiam que empresas públicas participem da oferta do serviço, com as empresas privadas. Também argumentam que é necessária a oferta do serviço em "condições acessíveis" à população.

A necessidade de que a rede de oferta de dados seja tarifada e fiscalizada é outro item de destaque na carta. Para as entidades, este é o meio para que não haja discriminação de tarifas entre usuários e pode permitir "a gratuidade do serviço sempre que necessário". Elas apóiam o estabelecimento de instrumentos que promovam a concorrência e a necessidade de políticas públicas que integrem União, estados e municípios. O estímulo à inovação e à participação da sociedade na construção das políticas também é ressaltado pelas entidades.

Conheça as 12diretrizes sugeridas pelas entidades civis:

1. Considerar o acesso à internet banda larga como um direito fundamental e um serviço público, a ser garantido pelo Estado e prestado em regime público, por empresas e entidades públicas e privadas;

2. Garantir a universalização do acesso residencial à banda larga, na perspectiva de efetivar o direito à comunicação, com a oferta do serviço em condições acessíveis para o conjunto da população;

3. Estabelecer controle sobre as tarifas de modo a tornar viável o acesso a toda população, garantindo a gratuidade do serviço sempre que necessário e a não discriminação de tarifas entre os usuários;

4. Promover a concorrência efetiva entre operadoras na prestação de serviços, inclusive por meio do provimento direto por empresas públicas e da parceria destas com pequenos provedores, garantindo acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura das operadoras;

5. Definir políticas integradas entre União, estados e municípios de modo a otimizar o uso da infraestrutura física e lógica e viabilizar a ampliação da oferta pública de banda larga com o uso de diferentes tecnologias, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias;

6. Proporcionar espaços de acesso público e comunitário gratuito e sem restrições quanto ao tipo de uso, inclusive por meio do fomento a redes abertas;

7. Determinar parâmetros obrigatórios de continuidade e qualidade do serviço, em especial em relação à velocidade de acesso e ao dever de informação ao consumidor;

8. Proteger o direito à liberdade de expressão, à privacidade, à proteção de dados pessoais, à neutralidade de rede de todos os usuários e usuárias e à acessibilidade de pessoas com deficiência;

9. Estimular o uso da rede para produção, compartilhamento e distribuição de conteúdo informativo e cultural, visando à democratização da comunicação e da cultura;

10. Implementar políticas públicas de promoção da cultura digital e estímulo ao uso da rede para fins educacionais, científicos e culturais;

11. Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização por parte do poder público, com ampliação da participação social, garantia de independência em relação aos agentes de mercado e capacidade de atuação rápida e eficaz;

12. Promover a inovação com base em uma política de fomento à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia nacional para hardwares e softwares livres.



--
Movimento Rio Pró-Confecom ( Conferência Nacional de Comunicação )

terça-feira, 18 de maio de 2010

SOBRE A PESQUISA E OS RUMOS DA CAMPANHA!!!

Por que Serra agora perde nas pesquisas
Os números dos institutos Vox Populi (divulgados na noite de sábado, 13) e Sensus (desta segunda-feira, 17), deram pela primeira vez a candidata de Lula, Dilma Rousseff, à frente do oposicionista José Serra – embora dentro da margem de erro. No QG da comunicação de Dilma, há hoje um contido entusiasmo, mas não é com a virada nas pesquisas. É com o discurso defensivo de Serra.

Por Bernardo Joffily

Pesquisas vêm e vão. As últimas trazem como novidade a pontuação de Dilma superior à de Serra (35,7% contra 33,2% no Sensus, 38% a 35% no Vox Populi). Foi uma mudança esperada, pois desde o ano passado a trajetória da ex-ministra da Casa Civil é ascendente. Se houve surpresa foi a ultrapassagem acontecer em maio, quando era esperada para o início oficial da campanha, em julho.

Até o insuspeito jornalista Ricardo Noblat pôs no ar, em seu bem visitado blog no site da Globo, uma enquete perguntando "quando Dilma ultrapassará Serra nas pesquisas". As opções eram "até meados de junho (7.04% das respostas)"; "depois do fim da Copa do Mundo (2.90%)"; "quando Lula começar a pedir votos para ela na TV a partir de agosto (12.27%); "não ultrapassará Serra (76.63%)"; e "não sei (1.17%)". Tanto as respostas como as alternativas escolhidas apostaram em um ritmo mais lento.

"Serrinha Paz e Amor"

Porém é outro fator que entusiasma os comunicadores de Dilma. O entusiasmo, só percebido nas entrelinhas, por temor do salto alto, vem da percepção de que o presidenciável do PSDB-DEM-PPS, José Serra, está metendo os pés pelas mãos, sem encontrar um discurso que lhe permita ser o candidato da mudança em uma disputa onde o eleitor quer a continuidade. Os números ds pesquisas, nessa interpretação, são apenas uma consequência.

Desde o discurso em que oficializou sua pré-candidatura, em 10 de abril, Serra escolheu um caminho esquisito. Só tem elogios para o atual governo e o presidente Lula, que considera "acima do bem e do mal" e "um fenômeno".

O discurso soa falso

No QG de Dilma, que acompanha a disputa com pesquisas qualitativas, acredita-se que essa linha vai dar errado. Onde já se viu um candidato da oposição que só fala bem do governo?

O discurso soa falso. Não combina com a trajetória do PSDB-DEM-PPS nestes quase oito anos. Colide também com o histórico do próprio Serra, que enfrentou Lula em 2002 sob a bandeira do medo (simbolizada pelo "Eu tenho medo" da atriz Regina Duarte no programa eleitoral do tucano). O comando do marketing de Dilma avalia que a insinceridade não resistirá a uns poucos depoimentos de Lula no horário eleitoral de TV.

A falsidade dessa premissa desmonta a segunda parte do discurso de Serra, sobre seu suposto maior preparo e competência. Haveria muito a questionar sobre esses predicados autoatribuidos, vindos de quem fez um governo em São Paulo marcado pela mediocridade, as enchentes, os desmoronamentos nas obras do Metrô e do Rodoanel. Mas o seu ponto mais fraco é o ponto de partida: tentar apagar a fronteira entre governo e oposição.

Munição pesada para o plano B

É possível que essa linha de conduta da oposição tenha vida curta. Correm boatos de que a mídia dominante, em especial, está acumulando munição pesada, repugnante mesmo, para desovar na fase aguda da campanha eleitoral.

O publicitário que vai pilotar o programa de TV de Dilma, João Santana, conhece de perto essa alternativa. Ela é, com pequenas variantes, a preferida das forças de direita desalojadas dos governos da maior parte da América Latina. Santana a enfrentou pessoalmente, meses atrás, quando atuou na campanha presidencial em El Salvador. As acusações ao seu candidato, Mauricio Funes (da Frente Farabundo Martí) eram de "terrorista" e "amigo de Hugo Chávez" para baixo. Santana revidou com uma versão em ritmo de salsa do Samba de Martinho da Vila, A vida vai melhorar. Os salvadorenhos votaram na vida melhor e Funes foi eleito em 15 de março.

Gaguejando para o eleitor

Seja com o atual discurso do "Serrinha Paz e Amor", quase ex-oposicionista, ou com um plano B baseado na truculência, a sucessão de Lula será uma disputa dura e de resultado em aberto. Em aberto porque as classes dominantes são Serra, apesar de todo o dinheiro que ganharam no governo Lula (uma interessante enquete do jornal Valor junto a grandes empresários e executivos, em abril, deu Serra 78%, Dilma 9% e Marina 6%; clique aqui para ver mais), a mídia dominante é Serra roxa e a estrutura de poder em geral – que nem de longe se limita ao aparelho de governo – favorece a volta por cima dos que sempre mandaram no país.

Visto isto, é Serra que está hoje na defensiva, nem tanto por ter sido suplantado nas duas últimas pesquisas, mas principalmente porque está gaguejando para o eleitor. Em qualquer eleição isso é um grave defeito. Mais ainda em uma como a de 3 de outubro, que se anuncia plebiscitária e bipolarizada.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

DO BLOG: http://www.tijolaco.com/

domingo, 16 maio, 2010 às 16:19

A manchete da Folha de hoje é de doer. É mais uma daquelas matérias em que se manda o repórter ir a campo não para ver uma realidade, mas ratificar uma afirmação que já saiu concebida da mesa da chefia. O tema, hoje, é aquela velha história de que, recebendo o Bolsa-Família, o “povinho vagabundo” se acomoda e não quer trabalhar. É evidente que, em um caso ou outro isso pode acontecer, como acontece com os herdeiros de gente rica que não querem nada com o batente.

Num trabalho “científico” e aprofundado, o jornal chega a esta conclusão ouvindo dois trabalhadores e um cafeicultor. A antiga fazenda de café, que está acabando por falta de gente que queira trabalhar, fica-se sabendo, está se acabando por “falta de quem queira trabalhar” com carteira assinada. É preciso ir té o finzinho da segunda parte da matéria para saber que “a dificuldade na contratação de mão-de-obra não é o único motivo para o abandono da produção de café” e que o dono da fazenda diz que, na comparação com outros produtos “o café vem tendo valorização baixa nos últimos anos”.

Mais curioso ainda é que o jornal atribui parte do problema à fiscalização do Ministério do Trabalho, que se intensificou e que pune o trabalho em condições irregulares. Fica, sem ser dita, a impressão de que “uma afrouxadinha” do Ministério ajudaria bastante. Curioso, entretanto, é que a mesma matéria, lá no finzinho, também, diz que a fiscalização rendeu à Bahia quase 30% do total de carteiras assinadas em todo o país e o maior número absoluto de admissões formais em todo o Brasil.

Muito, não é, para um povinho que não quer trabalhar de carteira.

O Ministério do Desenvolvimento, questionado, disse que precisava se informar do problema específico da localidade de Brejões e foi ignorado: segundo o jornal, o MDS “não se posiciona”. Cita-se, en passant, um estudo da ONU, que “derrubaria” a tese de que o Bolsa-Família gera recusa ao trabalho formal, mas que admitiria que o fenômeno é “estatisticamente relevante”.

O estudo está disponível aqui, em inglês. E parte de suas conclusões está em português, no site do Programa de Desenvolvimento da ONU, em português:

“O levantamento derruba a tese de que o Bolsa Família estimule as pessoas a pararem de trabalhar. O impacto na participação no mercado “não é significativo nem para homens nem para mulheres”. A probabilidade de quem recebe os recursos governamentais estar ocupado é maior — 1,7% a mais para homens, 2,5% para mulheres —do que entre pessoas da mesma faixa de renda que não participam do programa. Uma das explicações para isso é que o benefício está atrelado à necessidade de as crianças frequentarem a escola. Sem terem de ficar em casa para cuidar dos filhos, as mulheres disporiam de mais tempo para se dedicar a uma atividade remunerada.

Outro trabalho do PNUD, da autoria de três pesquisadores brasileiros do Centro Internacional da Pobreza, outra entidade multinacional diz que “no grupo dos 10% mais pobres do Brasil, a porcentagem de pessoas que trabalhavam ou procuravam trabalho era de 73% entre os que recebiam o Bolsa Família e de 67% entre os que não recebiam. Na parcela dos 10% a 20% mais pobres, 74% dos beneficiários pelo programa de renda eram economicamente ativos, contra 68% entre os não-beneficiados. No grupo seguinte (20% a 30% mais pobres), a taxa era de 76% para atendidos e de 71% para não-atendidos.”

Aliás, os pesquisadores vão direto ao ponto: “A noção de que programas de transferência são um desincentivo ao trabalho é mais baseada em preconceito do que em evidências empíricas”.

Traduzindo, no mito do brasileiro preguiçoso.

Monteiro Lobato, que começou sua carreira literário com o Jeca Tatu, indolente, preguiçoso, desdenhoso para com o trabalho, mostrou que, de olhos e coração aberto os homens de bem são capazes de entender que a maioria dos pobres não é pobre porque quer. E terminou sua vida escrevendo o contraponto do Jeca, o Zé Brasil – um folhetim ilustrado por Portinari, como vai este post, e que diz lá, em carto trecho:

A gente da cidade – como são cegas as gentes das cidades!… Esses doutores, esses escrevedores nos jornais, esses deputados, paravam ali e era só crítica: vadio, indolente, sem ambição, imprestável … não havia o que não dissessem do Zé Brasil. Mas ninguém punha atenção nas doenças que derreavam aquele pobre homem – opilação, sezões, quanta verminose há, malária. E cadê doutor? Cadê remédio? Cadê jeito? O jeito era sempre o mesmo: sofrer sem um gemido e ir trabalhando doente mesmo, até não agüentar mais e cair como cavalo que afrouxa. E morrer na velha esteira – e feliz se houver por ali alguma rede em que o corpo vá para o cemitério, senão vai amarrado com cipó.
Mas você morre, Zé, e sua alma vai para o céu, disse um dia o padre – e Zé duvidou.
Está aí uma coisa que só vendo! Minha idéia é que nem deixam minha alma entrar no céu. Tocam ela de lá, como aqui na vida o coronel Tatuíra já me tocou das terras dele.

Quem sabe Lobato tem piedade das alminhas miúdas metidas em empregos fartos, de escrevedores de jornal e de deputados”, que depois de um século quase não conseguiram ver o que ele viu em poucos anos.

domingo, 16 de maio de 2010

CARLOS VEREZA??? OU PEÇA DE CAMPNHA DA CHAPA: serra/arruda!!!

2010 Cristais Quebrados – Carlos Vereza


Esse email que recebi dia 10.03.2010 é bem interessante, o texto introdutório da mensagem em letras maiúsculas, para deixar bem claro o desespero e “indignação” da pessoa que encaminhou o email aos amigos. O tom é bastante agressivo mas não vou perder tempo com ele, vou me ater ao texto principal. Minhas observações se encontram logo abaixo de cada paragrafo em italico bold na cor verde, para facilitar a identificação dos meus comentários.

NÃO PODEMOS PERMITIR O AVANÇO DA IMORALIDADE, DA CANALHICE QUE A CORJA DO GOVERNO QUER NOS IMPOR. VAMOS DAR UM BASTA NISTO…VAI DEPENDER ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DE TODOS NÓS. SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE E-MAIL FALANDO SOBRE POLÍTICA, MAS DESTA VEZ É DIFERENTE; EU NÃO POSSO E NÃO DEVEMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS! ESTÁ HAVENDO UM RETROCESSO MUITO PERIGOSO, O QUE AFETARÁ MUITO AS NOSSAS VIDAS. POR ISTO PENSEM MUITO ANTES DE VOTAR.

ABRAÇOS!!!

OTÁVIO

2010: Cristais quebrados

*Carlos Vereza, ator
Já identifica o autor do texto. Sei que Carlos Vereza é um crítico contumaz do governo Lula, mas será que o ator global se sujeitaria a manchar sua biografia lançando mentiras tão descabidas na internet sem nenhuma prova?

Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.
Aqui sou obrigada a concordar.
Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?
Prefiro deixar as falácias de lado, cada um tem direito a pensar o que quiser sobre esse ou àquele governo. Mas convenhamos, "a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil”. Aonde o autor desse texto viveu nos últimos 70 anos? Nenhum outro governo investiu tanto na Polícia Federal, os agentes ganham mais, fazem cursos de atualização e especialização, estão sendo equipados com armas e tecnologia de ponta para cumprir seu papel de investigar e prender. Sem contar a autonomia que a PF tem hoje, pois ai do governo Lula se fosse ao contrário, estaria estampado na capa da Veja no dia seguinte, ou alguém dúvida disso? O problema que eu tenho visto é que a PF prende e o judiciário solta, um dos casos mais famosos é o do banqueiro Daniel Dantas, só para dar um exemplo.
Lula, já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: Dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe – mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o início do nazismo na Alemanha.
Sim, Lula declarou, eu declarei e o autor também declarou a mesma coisa no inicio do texto, o rapaz é repetitivo e nada original. Sempre as batidas observações sobre a escolaridade do presidente, o graduado autor considera-se um gênio com certeza, por isso perde tempo escrevendo mentiras enquanto o Lula e sua equipe fazem o Brasil nadar de braçada na hecatombe econômica que abateu o mundo em 2009. Dossiês falsos, sim, os aloprados do PT, entendo, é aquela coisa, tem que investigar quem fez o dossiê, mas nunca o conteúdo, sei, sei… O PCC cresceu, se instalou nos presídios e mostrou seu poder no período em que o governo do estado estava (e está) nas mãos do PSDB. sempre é mais fácil culpar o presidente do que enfrentar os bandidos do PCC. A referência à Noite dos Cristais da Alemanha nazista é tão ingênua que dispensa comentários.

E as vítimas serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.
Quem seriam as vítimas democratas ao qual o autor se refere? Seriam os DEMocratas do Arruda? FHC e a turma de Higienópolis? Jabor e Mainardi? A elite paulista? “Meios de comunicação não cooptados? Essa última força muito a barra. Não há sequer um grande veículo de comunicação desse país que esteja do lado de Lula, nenhum, portanto, quem está cooptando quem? Se for cooptado pela direita que o Serra representa, aí pode? uhum… Lula já disse centenas de vezes que não quer se manter no poder. Se a palavra dele não basta para o autor, não há muito o que fazer, quem sabe, se o presidente desenhar sua afirmação ajude o rapaz (suponho que seja um homem o autor do texto) a compreender a negativa.
Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como Petrobrás, BNDES e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América do Sul”. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista.
Aí é recalque. Aonde já se viu, um iletrado, um apedeuta como o Lula ganhar prêmios? Estariam os gringos loucos, cegos? Que eu saiba, o Chatham House não recebeu patrocínio apenas da Petrobrás, recebeu também de quase uma centena de outras empresas. Porque não citam os outros prêmios que Lula ganhou durante seu mandato? Eu sei porquê, porque ainda não engoliram o fato de termos um operário no poder, operário esse que está levando o Brasil a condição de potência. Talvez o autor seja saudoso da época que nossos diplomatas precisavam tirar os sapatos para entrar em solo americano.

Na verdade, Lula, é o übermensch (SUPERHOMEM) dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.
Essa é a melhor, se o Lula fizesse como o Cháves e enquadrasse os grandes empresários, seria um ditador, agora como eles continuam lucrando e muito, é o vendido. Nas palavras do autor, qualquer coisa que o governo fizer estará errado e ponto. Ah, e detalhe, é a primeira vez que especuladores ganham rios de dinheiro nesse país, uhum… sei…
Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra , ou mesmo Aécio Neves?
Hahaha, aqui ele se denuncia, é eleitor do Serra ou quem sabe do Aécio, não custa sonhar. O voto é livre, óbvio, mas caluniar os outros para favorecer Serra é golpe muito baixo.
Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPI, como o da Petrobrás, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.
Quais as obras do governo Lula que foram inauguradas sem estarem finalizadas, por favor me aponte. Não é o Lula que anda inaugurando maquete por aí que eu saiba. A Petrobrás, sempre a Petrobras, enquanto não a venderem não vão sossegar, estão loucos para botar a mão no ouro negro, mesmo que isso signifique prejudicar toda a população brasileira e beneficiar apenas meia dúzia de já bilionários amigos da turma de Higienópolis. E sim, precisam criminalizar os movimentos sociais, aonde já se viu pobre ter porta voz, não pode.
E tem mais, o PT está comprando com o nosso dinheiro, Políticos, Intelectuais, juízes, Militares, o povo humilde com bolsa esmola e formando milícias com o MST, PCC, Sindicatos, ONGS, Traficantes e outros, que recebem milhões e milhões de reais, para apoiar o PT e as falcatruas do Governo lula.
Critica os especuladores de um lado mas não dã nenhum pio quando bilhões e bilhões são investidos para salvar bancos privados. Agora dar comida a quem tem fome, não pode, “vão trabalhar bando de vagabundos” ! Nunca deram o peixe, não ensinam a pescar e ainda criticam quem o faz.
Não podemos nem pensar em colocar como Presidente do Brasil, uma mulher Terrorista, que passou a vida assaltando bancos, matando pessoas inocentes, arrombando casas, roubando e matando as pessoas. Só uma pessoa internada num manicômio, seria capaz de votar numa BANDIDA para presidente de um País.
Estão tentando colar na testa da Dilma a tarja de terrorista, Dilma lutou, inclusive foi vítima de tortura, pela democratização desse país. Ela matou alguém? Quem são as vítimas? Quais seus nomes? Ela assaltou bancos? As provas, aonde estão as provas? Não há nomes nem provas, não há nada contra Dilma, apenas palavras torpes para denegrir aquela que já empatou com o Serra nas pesquisas de intenção de voto. Por último o autor do texto desqualifica e ofende quem pensa diferente dele e em sua prepotência, torpeza e mesquinhez, conclama todos a não votar na “bandida”.
É essa a oposição brasileira, medíocre, mentirosa, arrogante e classista.
http://cartasadilma.wordpress.com/2010/04/14/2010-cristais-quebrados-carlos-vereza/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CENTRO DE MÍDIA BARÃO DE ITARARÉ!!!

Jornalistas e lideranças lançam o Centro "Barão de Itararé"


Chegou o dia. Na noite desta sexta-feira (14), jornalistas independentes e lideranças sociais fundam, em São Paulo, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. O coquetel de lançamento, marcado para as 21 horas, ocorre no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

Por André Cintra
Antes, às 19 horas, ocorre a primeira ação da nova entidade. O debate “A cobertura jornalística da sucessão presidencial” — com os jornalistas Altamiro Borges (Vermelho), Leandro Fortes (CartaCapital), Maria Inês Nassif (Valor Econômico) e Paulo Henrique Amorim (TV Record e Conserva Afiada) — abre o seminário “A Mídia e as Eleições de 2010”.

“A entidade surge a partir de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. Tem a ver com este momento em que a grande mídia vai assumindo um papel cada vez mais partidarizado, mais ideologizado, golpista. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirma Altamiro Borges, o Miro, idealizador e presidente do Centro de Estudos.

A homenagem a Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, resgata as origens da imprensa alternativa brasileira — e um jornalista sarcástico, mas sempre ético. “Antes do Barão, já havia imprensa sindical, anarquista, partidária. Mas é ele que vislumbra e inicia um jornal progressista de circulação nacional, que disputa a opinião da sociedade. Seu jornal A Manha (fundado 1926) chega a ser o segundo mais vendido no Rio de Janeiro, que era a capital federal”, destaca Miro.

Os desafios da atualidade

Segundo o jornalista, é preciso combater o “relaxamento” que se seguiu à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final de 2009, em Brasília. “Há mais pessoas hoje preocupadas com o direito à comunicação, antenadas com essa questão estratégica — mas sem uma militância mais permanente. Um dos nossos objetivos é ajudar a formar essa militância que luta pelo fortalecimento das mídias alternativas.”

Os desafios não param por aí. Na opinião de Miro, o novo centro de estudos tem de se engajar tanto nas lutas existentes na área. “Existem batalhas imediatas — em defesa, por exemplo, do Plano Nacional de Banda Larga, que sofre um verdadeiro bombardeio das operadoras, das teles, da mídia hegemônica. Mas também há lutas de longo prazo, como exigir a aplicação das resoluções da Confecom.”

Miro defende também o “fortalecimento de iniciativas alternativas de comunicação”. Cita o caso de Misael Avelino dos Santos, da Rádio Favela, de Belo Horizonte (MG). “Há cerca de 60 mil pessoas envolvidas nas 3.800 rádios comunitárias do Brasil, muitas delas feitas por gente heróica, como o Misael, que enfrenta a polícia e tem marcas de algema até hoje nas mãos. A gente conhece pouco o que existe de contra-hegemônico.”

Pela emancipação humana

Mas, como deixa exposto o nome da nova entidade, haverá investimentos em pesquisas e estudos — “para entender o que está ocorrendo com a mídia”. De acordo com o jornalista, “os trabalhos dessa frente não podem se militar apenas ao que há de negativo. Não faremos uma boa luta se não entendermos as novas dinâmicas, os novos espaços da comunicação”.

Outro objetivo do Centro "Barão de Itararé" é contribuir para a formação de agentes da mídia alternativa — comunicadores qualificados a serviço de uma mídia democrática e progressista. “Muitos universitários estão se formando para virar Wiliam Bonner e Fátima Bernardes. Precisamos fazer um debate de ideias com essa galera dentro das universidades, valorizar o que é ético na profissão, mostrar como o jornalismo tem a contribuir para a emancipação humana”, conclui Miro.

Leia abaixo a programação do seminário

Seminário “A mídia e as eleições de 2010″
(Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”)


Data: 14 de maio, sexta-feira - Local: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Rua Genebra, 25, Centro)
18h30 - Debate “A cobertura jornalística da sucessão presidencial”, com os jornalistas Maria Inês Nassif (Valor Econômico), Leandro Fortes (CartaCapital), Paulo Henrique Amorim (Conserva Afiada) e Altamiro Borges (Vermelho).
21 horas - Coquetel de lançamento do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Data: 15 de maio, sábado - Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Maria Paula)
9 horas - Debate “Plataforma democrática para a comunicação”, com Marcos Dantas (professor Universidade Federal do Rio de Janeiro), Luiza Erundina (deputada federal do PSB-SP), Manuela D’Ávila (deputada federal do PCdoB-RS) e Igor Felippe (assessoria de imprensa do MST).

14 horas - Debate “Políticas públicas para democratização da comunicação”, com Ottoni Fernandes (secretário executivo da Secom), Regina Lima (presidente da Abepec), Jandira Feghali (ex-secretária de Cultura do Rio de Janeiro) e José Soter (coordenador nacional da Abraço).

17 horas - Lançamento do livro Vozes em Cena — Análise das Estratégias Discursivas da Mídia sobre os Escândalos Políticos, de Regina Lima.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

GRAFITE!!! O VITORIOSO!!!

Publicada em:12/05/2010


GRAFITE, O VITORIOSO


Recife (PE) - Quando ontem a televisão anunciou a seleção de Dunga e vi a imagem de um guerreiro alto, altivo e talentoso, a minha memória deu um salto a gritar em silêncio: “viva, finalmente”. Ao ver Grafite entre os selecionados, lembrei e guardei alguns fatos, à espera dos jornais deste outro dia. No entanto, nada, nada nos jornais de hoje que recuperasse momentos essenciais na vida desse jogador.

Nos jornais dos novíssimos tempos a memória deixou os repórteres e migrou para os arquivos, que raro são buscados. Restaram repórteres sem história e sem desconfiômetro, que nem suspeitam de que os famosos não nasceram no momento da notícia. Por isso destacaram a declaração de Dunga, sem qualquer moldura ou explicação:

“Tem jogadores que jogam cinco minutos e aproveitam. Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima. Você não quer que o jogador chegue e arrebente, mas eu quero que, quando ele coloque aquela camisa, tenha uma postura de campeão, a mesma personalidade do clube. Ele fez isso”.

Os jornalistas do dia nem imaginaram que a personalidade de Grafite nasceu antes, quando vestia a camisa do São Paulo contra o Quilmes, equipe argentina, em 13 de abril de 2005. Naquela ocasião, ele denunciou o jogador Desábato (alguma notícia do bravo?) por crime de racismo. Em artigo para o site espanhol La Insignia, escrevi então no texto Grafite, o negro, http://www.lainsignia.org/2005/abril/soc_008.htm :

“Quando o jogador Grafite, da equipe do São Paulo, foi chamado de ‘negro de mierda’, de ‘mono negro’, os dirigentes do Quilmes, time argentino, nada viram nisso que merecesse uma denúncia policial. Qué pasa? ‘Si Grafite se va a ofender porque alguien le dice una grosería, entonces que vaya a jugar con las muñecas. No es para el fútbol’.

E para esse espanto, para essa estranheza, compreendemos-lhes alguma razão. Ora, desde a Guerra do Paraguai, no século XIX, que argentinos chamavam às tropas brasileiras, fortalecidas por negros bons de morrer, então escravos, de ‘macaquitos’. A alcunha pegou, e mais voltava e volta nos conflitos, sempre que se desejava e deseja ressaltar as diferenças entre latinos miscigenados, negros, e os latinos menos misturados, os argentinos, que Jorge Luís Borges dizia serem os únicos europeus conhecidos em sua vida...

Para não ir muito longe, lembramos que em 1996, ao saber que a seleção de futebol argentina iria jogar contra a seleção do Brasil ou da Nigéria, assim anunciou os adversários o periódico Olé: ‘Que venham os macacos’. Ora, é natural. Negros, macacos, tudo a ver. Tão natural quanto primos pobres que se insultam, que não se reeducam nem na desgraça, nem mesmo quando a RAF lhes mostra que todos são macacos. Daí que compreendamos que chamar a um atleta negro, que leva o nome de Grafite, de negro de mierda, de negro hijo de puta, e temperar tais naturalidades com cuspidas em seu rosto, nada é demais, para alguns periodistas argentinos. E que completem, mui britanicamente, que faltou a um simples negro o low profile...

Que pasa? Então os negros deixaram de ser negros? Então deixaram de ser negros de merda, negros filhos de uma puta, monos, macaquitos, como sempre o foram há décadas? ‘Fueron expresiones que son comunes en un estadio cuando hay fricción e semejante nível de adrenalina’, explicou, pensou em justificar uma autoridade do governo argentino, o Ministro do Interior Aníbal Fernández...

Então por aqui terminamos. Mas não saio antes de te dizer, Grafite, que este artigo foi escrito com o coração apertado no espírito, para que do teclado brotassem apenas palavras isentas, ponderadas, serenas. No entanto compreenderás o quanto me segurei, se souberes que o tempo todo ouvia uma composição de Pixinguinha, o chorinho 1 x 0. O que em letras convencionais quer dizer: Um a zero fizeste para nós, Grafite. Que belo gol, homem, os negros de todo o mundo se levantam nos estádios”.

Agora, neste maio de 2010, com a sua convocação Grafite faz mais um gol. Belo será ver os africanos de pé saudando mais uma estrela. Dois a zero.

sábado, 8 de maio de 2010

65 ANOS DA VITÓRIA NA SEGUNDA GUERRA!!!

9 de Maio de 2010

Partidos Comunistas comemoram vitória na Segunda Guerra

Uma declaração conjunta, assinada por 45 partidos comunistas e operários de todo o planeta, enaltece os 65 anos da vitória dos povos de todo o mundo sobre a Alemanha Nazi-fascista, especialmente a enorme contribuição dada à vitória pela então socialista União Soviética e por seus povos, que suportaram e revidaram o poderoso golpe dado pela máquina de guerra nazista contra seu território, e cujo Exército Vermelho libertou dezenas de povos europeus do jugo nazi-fascista.
Leia abaixo o texto na íntegra:

Comemoremos os 65 anos da Vitória!


Em 9 de maio comemorara-se o 65º aniversário da Vitória sobre o Nazi-fascismo - a mais brutal e violenta expressão do domínio dos monopólios, num sistema capitalista em profunda crise -, que conduziu a Humanidade a uma das maiores catástrofes da sua História, com a barbárie dos campos de concentração e o cortejo de morte e destruição que a Segunda Guerra Mundial significou para os povos.

Os Comunistas estiveram desde o primeiro momento na primeira linha, mobilizando e organizando os trabalhadores e os povos para a resistência. A luta anti-fascista contou com a firme e resoluta ação dos comunistas, pela qual milhões deram as suas vidas.

Para a Vitória sobre as hordas fascistas foi determinante a heróica contribuição da URSS, do seu Exército Vermelho, do seu povo, que sofreu cerca de 27 milhões de mortos.

Foi com a vitória em 1945 e a formação do campo socialista que milhões de homens e mulheres encetaram a sua emancipação, libertando-se da exploração, da opressão e do colonialismo, e o movimento operário alcançou enormes conquistas sociais e políticas, no caminho de progressos nunca antes alcançados na história da Humanidade.

Na atual situação, em tempos de profunda crise do capitalismo, em que a ofensiva desencadeada por várias organizações imperialistas, como a Otan e a União Europeia, atinge tão duramente as massas trabalhadoras, a Humanidade está de novo confrontada com grandes perigos resultantes do agravamento das contradições do imperialismo, da corrida aos armamentos, do reforço das alianças militares agressivas e da tentativa de impor pela força o aumento brutal da exploração, da precariedade das relações laborais, dos demissões, do desemprego, da pobreza, da negação da satisfação das necessidades mais básicas de milhões e milhões de seres humanos.

Deste modo, apelamos a que se assinale o 65 aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo como um importante marco na luta pela paz, contra a monumental falsificação da História e o anticomunismo - que como a história mostra, é sempre antidemocrático -, que tentando equiparar fascismo com comunismo e apagar o papel decisivo dos comunistas na libertação dos povos do jugo nazi-fascista, procura criminalizar, ilegalizar, reprimir, não apenas os ideais e a ação dos comunistas mas de todos os democratas que se oponham à dominação e à exploração capitalistas, o seu propósito de perseguir e reprimir todos os que, de alguma forma, resistam e lutem organizadamente contra os monopólios e o imperialismo.

Para nós, comunistas, evocar o 65º aniversário da Vitória é reafirmar a nossa profunda convicção na luta pela emancipação social, na justiça dos nossos valores e ideais libertadores; é reafirmar a nossa determinação em combater as causas e as forças que estiveram na raiz do horror fascista; é reafirmar a nossa confiança inabalável de que o futuro pertence não aos que oprimem e exploram, mas aos trabalhadores e aos povos que resistem e lutam em prol da emancipação da Humanidade das grilhetas da exploração do homem pelo homem e por uma sociedade onde os trabalhadores usufruam plenamente da riqueza por si criada, do progresso social, da paz e do bem-estar. O futuro pertence não ao capitalismo, mas sim ao Socialismo e ao Comunismo.

Os Partidos

1. Partido Comunista Sul-africano
2. Partido Comunista Alemão
3. Partido Comunista da Armênia
4. Partido Comunista do Azerbaijão
5. PADS da Argélia
6. Partido Comunista da Austrália
7. Partido do Trabalho da Bélgica
8. Partido Comunista de Belarus
9. Partido Comunista da Boêmia e Morávia
10. Partido Comunista do Brasil
11. Partido Comunista do Canadá
12. Partido Comunista do Cazaquistão
13. Partido Comunista do Chile
14. Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia
15. Partido Comunista de Cuba
16. Partido Comunista da Espanha
17. Partido Comunista dos Povos de Espanha
18. Partidos dos Comunistas da Catalunha
19. Partido Comunista da Dinamarca
20. Partido Comunista dos EUA
21. Partido Comunista da Finlândia
22. Novo Partido Comunista Britânico
23. Partido Comunista Britânico
24. Partido Comunista Unificado da Geórgia
25. Partido Comunista da Grécia
26. Novo Partido Comunista da Holanda
27. Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria
28. Partido Comunista da Índia (Marxista)
29. Partido Comunista da Índia
30. Partido do Povo do Irã
31. Partido Comunista Iraquiano
32. Partido Comunista da Irlanda
33. Partido Comunista Libanês
34. Partido Comunista Luxemburguês
35. Partido dos Comunistas, México
36. Partido do Povo da Palestina
37. Partido Comunista do Paquistão
38. Partido Comunista Peruano
39. Partido Comunista do Quirguistão
40. Partido Comunista da Federação Russa
41. União dos Partidos Comunistas - CPSU - Rússia
42. Partido Comunista da Síria
43. Partido Comunista da Suécia
44. Partido do Trabalho (EMEP) da Turquia
45. Partido Comunista da Ucrânia

BANDA LARGA É PARA TODOS!!!

Com saudades de FHC, empresas privadas querem barrar banda larga

Beneficiadas pelo escandaloso processo de privatização conduzido pelo governo FHC e com saudades do neoliberalismo tucano, as grandes empresas privadas de telecomunicações estão em campanha contra a Telebrás e o plano do governo Lula para universalizar o acesso à banda larga.
Após a divulgação pelo Planalto do Plano Nacional de Banda Larga, as empresas de telefonia cogitam recorrer à Justiça para tentar impedir a Telebrás de oferecer internet rápida a usuários finais.


Oligopólio

Segundo executivos ouvidos ontem pelo jornal “Folha de São Paulo”, a reativação da Telebrás uniu tradicionais concorrentes, como Embratel, Oi, Telefônica e GVT, que se sentem igualmente ameaçadas pela perspectiva de terem concorrência estatal no segmento de banda larga. A união sugere a existência de um oligopólio que dita os preços (altíssimos) cobrados pelos serviços de banda larga no mercado.

De acordo com a reportagem, as teles esperavam discussão antes do anúncio, e o plano abre a possibilidade de intervenção estatal no ramo que antes da privatização promovida por FHC era completamente operado e controlado pelo Estado.

Neoliberalismo tucano

As empresas privadas revelaram saudades do neoliberalismo tucano e alegam que a lei que criou a Telebrás estabelece que a estatal só poderia operar a rede de banda larga com autorização do Congresso Nacional, por meio de uma nova lei.

A reativação da Telebrás como prestadora de serviço, na interpretação das privadas, seria uma quebra nos compromissos assumidos pelo governo FHC por ocasião da privatização da telefonia, em 1998.

Exclusão social

O que tais empresas querem, mas não admitem publicamente, é preservar o monopólio privado da banda larga, um serviço que hoje no país sai muito caro para os consumidores e garante altos lucros aos capitalistas que exploram o ramo. Por esta razão, é um serviço acessível a uma proporção reduzida da população. Dezenas de milhões de brasileiros são simplesmente excluídos da possibilidade de acesso à banda larga em função dos baixos salários vigentes por aqui;

O plano do governo Lula é universalizar o acesso, promovendo a chamada inclusão digital. Além de garantir mais justiça social, a universalização terá efeitos muito positivos para o desenvolvimento nacional e, especialmente, para a educação popular.

Choque de interesses

Todavia, a universalização só será possível com a redução substancial do preço da banda larga, o que pressupõe a quebra do monopólio privado. Só a intervenção do Estado, através da Telebrás (que foi destruída pelos tucanos e ressuscitada agora pelo governo Lula), pode garantir banda larga a preços baixos ou gratuita para todos, conforme pretende o governo com total apoio dos movimentos sociais e dos partidos e personalidades progressistas.

A universalização contempla os interesses nacionais, mas as empresas privadas estão em franca contradição com a nação. Essas são movidas apenas por um único e exclusivo interesse: a maximização dos lucros.

Da redação, Umberto Martins, com informações do jornal “Folha de São Paulo”